Doença de Parkinson

Neurologia


O que é?

A Doença de Parkinson, também conhecida popularmente como mal de Parkinson, é uma condição neurodegenerativa progressiva que compromete principalmente os movimentos, o equilíbrio e outras funções do sistema nervoso central. Seu desenvolvimento está relacionado à degeneração progressiva de neurônios localizados na substância negra, região cerebral responsável pela produção de dopamina, associada ao acúmulo anormal de uma proteína chamada alfa-sinucleína. Embora a causa exata ainda não seja totalmente esclarecida, fatores como idade avançada, predisposição genética e exposição a determinados agentes ambientais podem estar envolvidos em seu surgimento.


Sou Gabriel Samir Martins de Souza, médico neurologista com residência pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e subespecialização em Distúrbios do Movimento, área voltada justamente ao diagnóstico e ao acompanhamento da Doença de Parkinson. Coloco essa formação a serviço de uma avaliação criteriosa e de um cuidado próximo a cada paciente.

Sintomas

Identificar os primeiros sinais da Doença de Parkinson costuma ser um desafio, já que eles surgem de forma gradual e, muitas vezes, discreta. O tremor de repouso em uma das mãos é um dos sinais mais reconhecidos popularmente, mas nem sempre é o primeiro a aparecer. Rigidez muscular, lentidão dos movimentos (bradicinesia) e alterações no equilíbrio e na postura também fazem parte do quadro motor característico da doença.


Além das manifestações motoras, é comum que sintomas não motores surjam até anos antes do diagnóstico, o que reforça a importância de uma avaliação neurológica atenta diante de sinais aparentemente isolados. Entre eles, destaco:

  • Distúrbios do sono, como agitação durante os sonhos
  • Perda progressiva do olfato (hiposmia)
  • Constipação intestinal persistente
  • Alterações urinárias
  • Ansiedade e depressão
  • Dificuldades cognitivas leves, como lentidão de raciocínio


O diagnóstico da Doença de Parkinson é essencialmente clínico, baseado em uma avaliação neurológica detalhada da história e do exame físico do paciente. Exames de imagem, como a ressonância magnética, podem ser solicitados em situações específicas, não para confirmar o Parkinson, mas para afastar outras condições com sintomas semelhantes, como o tremor essencial ou o parkinsonismo atípico. Realizo essa investigação de forma criteriosa, já que o diagnóstico precoce está diretamente relacionado a um manejo mais eficaz da doença ao longo do tempo.

Tratamentos

Não existe um protocolo único para o tratamento da Doença de Parkinson. Cada plano terapêutico é construído de forma individualizada, considerando a fase da doença, o perfil de sintomas apresentado e o impacto funcional no dia a dia do paciente. O objetivo central é controlar os sintomas, preservar a autonomia e sustentar a melhor qualidade de vida possível ao longo do tempo.


Tratamento medicamentoso

Os medicamentos formam a base do tratamento e atuam principalmente na via dopaminérgica, melhorando sintomas como tremor, rigidez e lentidão dos movimentos. O esquema terapêutico pode incluir diferentes classes de fármacos, ajustadas de forma cuidadosa conforme a resposta clínica e a evolução do quadro. O acompanhamento regular é indispensável para revisar doses, avaliar benefícios e identificar possíveis efeitos adversos, como flutuações motoras.


Tratamento complementar e acompanhamento contínuo

Além da medicação, o cuidado com a Doença de Parkinson geralmente envolve acompanhamento multidisciplinar, com estratégias voltadas à mobilidade, ao equilíbrio, à fala e à deglutição. A orientação individualizada também é essencial para lidar com sintomas não motores, como alterações do sono, do humor e da memória, que impactam diretamente o bem-estar do paciente e de sua família.

Um ponto que costumo reforçar: a Doença de Parkinson ainda não tem cura, mas o tratamento adequado permite, na maioria dos casos, manter uma vida ativa e funcional por muitos anos. Buscar avaliação neurológica diante dos primeiros sinais é o que possibilita esse manejo precoce.

Como é o atendimento?

Em meus atendimentos, meu compromisso é oferecer uma Neurologia pautada pela seriedade, pelo respeito mútuo e pelo embasamento científico. Na Doença de Parkinson, entendo que cada paciente vive uma trajetória única e, por isso, valorizo um plano de cuidado individualizado, ajustado às necessidades de cada fase da doença.


Durante a consulta, dedico o tempo necessário para uma escuta atenta e cuidadosa, acolhendo não apenas o paciente, mas também familiares e cuidadores. Avaliamos juntos como os sintomas afetam a rotina, a autonomia e o bem-estar, para construir uma conduta clara e realista.


Meu objetivo é proporcionar um acompanhamento próximo e contínuo, com orientações objetivas e suporte em cada etapa do tratamento, sempre buscando preservar qualidade de vida, conforto e dignidade.

Dr. Gabriel Samir

Sou Gabriel Samir Martins de Souza, médico neurologista, nascido em Fortaleza-CE. Minha formação em Medicina foi construída na Universidade Federal do Ceará, entre 2012 e 2018, período em que também tive a oportunidade de ampliar meus estudos na University of Liverpool, entre 2014 e 2015.


Logo após a graduação, iniciei minha atuação na Estratégia de Saúde da Família, no interior do Ceará. Essa experiência foi muito importante para minha trajetória, pois fortaleceu em mim um cuidado atento, humano e comprometido com a realidade de cada paciente.


Em 2021, ingressei na residência médica em Neurologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, concluída em 2025 após quatro anos de intensa dedicação. Na sequência, também atuei como Preceptor da Graduação da FMUSP na disciplina de Neurologia, unindo prática clínica e formação médica.


Em 2026, iniciei minha subespecialização em Distúrbios do Movimento pelo HCFMUSP, com previsão de conclusão em 2027. Além da formação pela UFC e da residência e fellowship pela USP, fui homenageado com o XI Prêmio Ernesto de Sousa Campos pelo meu trabalho como preceptor da 108ª turma de Medicina da USP.


Acredito em uma Neurologia exercida com seriedade, atualização constante e escuta cuidadosa. Meu objetivo é oferecer um atendimento responsável e individualizado, para que cada paciente se sinta acolhido e seguro em seu cuidado.